quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vendo o post 36 do Hemptube no Hempadão Dirijo - Memória Cultural da Maconha! no fim do filme um senhor diz "ai a cachaça ficou no lugar" se referindo a época em que a maconha naquela epoca conhecida como Dirijo, foi proibida e o Diretor da funai disse que era porque fazia mal, lembrei de uma reportagem que não me lembro onde falava do mal que a cahaça está fazendo entre os indios achei este texto abaixo no site da Agencia brasil.

Hoje o álcool é um problema num lugar que não havia tal problema por consumo do Dirijo.

Brasília - O consumo de álcool é um fenômeno preocupante e crescente entre as populações indígenas do país. O diagnóstico é feito pelo gerente do Projeto Vigisus II da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Carlos Coloma, que também alerta: o problema é de de difícil solução. De acordo com ele, o combate ao alcoolismo, fenômeno que ocorre na grande maioria das etnias indígenas brasileiras, é uma das prioridades do projeto, que integra o Programa de Saúde Mental da Funasa.

“Nós iniciamos as atividades para conhecer a realidade da saúde mental indígena a partir de 1999 - mais intensamente quando a Procuradoria Geral da República solicitou que a Funasa resolvesse os problemas de alcoolismo na população indígena no Rio Grande do Sul. A partir daí, foram feitas uma série de discussões para entender o problema. Chegamos a uma conclusão: não é possível fazer uma intervenção no alcoolismo nas populações indígenas sem entender o significado que o consumo de álcool tem para as diversas etnias. Qual a extensão do problema e a situação epidemiológica”, afirmou Coloma.

O trabalho de combate ao alcoolismo se concentrou em sete dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) nos quais os índices eram mais preocupantes – Guarani (RS), Kaigang (PR), Pankararu (PE), Guarani Kaiowa e Nhandeva (MS), Tremembé (CE), Karajá e Javaé no região do Araguaia (TO, MT, GO), e Tikuna da região do Rio Alto Solimões (PA).

Para diminuir os índices de consumo de álcool nas comunidades indígenas, o Projeto Vigisus programa intervenções orientadas pelos próprios indígenas.

“Em uma reunião com pajés no Rio Grande do Sul, ficou decidido que para ajudar os jovens se livrar do vício teriam que chamar alguns 'mensageiros'”.

“Esses mensageiros trazem a palavra de um deus que se chama Nhanderú que fala a toda a comunidade. Ele dá conselhos e fala do modo bom de viver. E nesse modo bom de viver não está incluído o álcool”, disse.

Segundo Coloma, o acesso a bebidas alcoólicas é fácil em todas as aldeias do país, o que não difere muito das outras comunidades brasileiras. Contudo, nas cidades, existe uma oferta de álcool bastante diversificada.

“Temos cerveja, com baixa concentração alcoólica, de 5 a 6 graus, temos consumo de vinho e de outras bebidas fermentadas até 12 graus. Nas comunidades indígenas, o grande consumo é de bebidas destiladas, especialmente a cachaça”, disse.

Para Coloma, o modo de beber é o diferencial mais marcante entre índios e a população em geral. “Entre os indígenas, a ingestão é coletiva. Se há uma festa comunitária, todos têm que beber. Se há uma garrafa, duas, dez, mil garrafas, tudo tem que ser bebido”, disse.

De acordo com ele, o Ministério da Saúde proibiu a venda de álcool líquido nas aldeias. Só é permitida a venda do álcool na forma de gel. “Não resolveu o problema, pois eles usam o produto como se fosse uma geléia que se passa no pão”, afirmou.

Outros fatores ainda contribuem para o alcoolismo indígena. “Além do baixo custo, há também todo um contexto social de problemas que, sem dúvida, afetam a situação da sociedade indígena. A difícil solução de alguns deles, como a defesa de suas reservas, o contato com as sociedades externas faz com que os jovens comecem a consumir álcool”.

Comona afirma que não há embasamento científico para argumentar que o alcoolismo entre os indígenas seja uma questão étnica.

“Não há como dizer que é uma propensão genética. O que se sabe é que certas etnias possuem dificuldades para metabolizar o álcool consumido. O processo seria mais demorado e por isso o efeito seria mais forte”, afirmou.

Para o gerente da Funasa, o que deve interessar aos pesquisadores e técnicos de saúde indígena é o valor simbólico da bebida. “Por que aí sim, temos como intervir. Independentemente de haver uma causa biológica, o importante é trabalhar com a causa simbólica por que o que a nós interessa é uma solução para o problema”, disse.

Ele ressaltou ainda a importância de trabalhar a prevenção e evitar que as pessoas tenham contato com o álcool tão precocemente.

Além do alcoolismo, outras patologias também são tratadas no Projeto Vigisus. Carlos Comona afirmou que o perfil epidemiológico da grande maioria das patologias mentais indígenas ainda é muito pouco conhecido.

“Muitas são de origem neurológicas, no entanto, para caracterizá-las como doença mental é difícil, segundo o que a psiquiatria moderna define como categoria patológica”, afirmou.

"Isso não quer dizer que podemos negar que também entre os indígenas existam neuroses, psicoses”, afirmou. Mas a configuração dessas doenças, segundo o especialista, não é a mesma das culturas não-indígenas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

10 Motivos Para Legalizar a Maconha

A atual política antidrogas está falida, a proibição não conseguiu controlar o uso e a produção doméstica de maconha, hoje ela é produzida em todo o mundo.

Quem realmente sofre com a criminalização são os usuários de classes sociais inferiores que sofrem na mão de uma policia negligente e corrupta.

Um mercado, regulamentado da maconha vai reduzir as vendas de maconha entre os adolescentes, bem como reduzir a sua exposição a outras drogas no mercado ilegal.

A legalização da maconha diminuiria o fluxo de dinheiro de organizações criminosas, o usuário não estaria mais dando dinheiro nas mãos de traficantes.

A legalização da maconha poderia simplificar o desenvolvimento de cânhamo, como um valioso e diversificado mercado de culturas agrícolas, incluindo o seu desenvolvimento como um bicombustível para reduzir as emissões de carbono.

Proibição é baseada em mentiras e desinformação.

A maconha não é uma droga letal e é mais seguro que o álcool.

A maconha é demasiadamente cara para o nosso sistema de justiça e deve ser tributada gerando impostos, impostos estes que devem ser utilizados em políticas de redução de danos.

O consumo de maconha tem atributos positivos, como o seu valor medicinal, e o uso como droga recreativa, tem efeitos colaterais relativamente brandos.

10º Usuários de maconha estão determinados a enfrentar a proibição e estão determinados a conquistar a legalização da maconha, não importa quanto tempo ou o que for preciso para termos sucesso.

Maconha: Enrolando a cura

A pesquisa veio de Harvard – e não da cabeça de algum doidão em Kingston. Foi nos laboratórios da melhor universidade do mundo que cientistas trataram com THC, o princípio ativo da maconha, ratos preparados para desenvolver câncer no pulmão. Depois de 3 semanas, chegaram à seguinte conclusão: os ratos que receberam o tratamento com THC apresentaram tumores 50% menores que um outro grupo de ratos, esse sem acesso ao tratamento especial. A pesquisa de Harvard tem sido tratada como pioneira pela imprensa americana. Mas não é bem assim. Tão surpreendente quanto o resultado é saber que os médicos não descobriram nada de novo. Maconha pode ajudar a tratar o câncer? Tem gente falando disso desde 1974!

Há 7 anos um estudo semelhante feito na Espanha mostrou resultados bem parecidos. Na pesquisa da Universidade Complutense de Madri, 1 em cada 5 ratos tratados com THC se curou de um tumor no cérebro. Mais velha ainda é a descoberta dos pesquisadores da Faculdade Médica da Virgínia. Em 1974, eles notaram que o tratamento de 20 dias com THC reduziu significativamente o tamanho dos tumores em ratos com câncer de pulmão. Que fique bem claro: nenhuma dessas pesquisas permite afimar que “maconha cura câncer”. Mas todas apresentam uma importante linha de investigação na luta contra a doença, que mata 7 milhões de pessoas por ano.

E por que você nunca soube disso? Porque a descoberta dos anos 70 causou um efeito bizarro: a suspensão de todas as verbas federais americanas para pesquisas sobre os efeitos da maconha. Mais tarde, o governo dos EUA ainda estimularia as universidades a destruir as pesquisas feitas com o THC. “Havia uma pressão ideológica para diminuir os estudos nessa área”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp. “A ciência já passou por isso em outros momentos. Os nazistas pesquisaram os efeitos do tabaco, mas o trabalho deles foi descartado por questões ideológicas. Anos depois, confirmou-se uma série de coisas que eles sabiam havia décadas.”

Original
http://super.abril.com.br/ciencia/maconha-enrolando-cura-446959.shtml

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Antes de mais nada

O artigo 5º inciso 9º da nossa Constituição Brasileira diz que todo ser humano tem direito a liberdade de expressão, tem direito à ter idéias e tem direito de divulgá-las, seja em qualquer meio ou aspecto radio difusão, inclusive a internet